terça-feira, 20 de julho de 2010

Este medo

Do blog 

Lidacoelho 



Há um medo que me segue
Me fustiga e me persegue.
Se na sombra me escondo
E ao terror já não respondo
Rapidamente me encontra
E outros medos apronta.
Não sei se é medo de amar
Se é a tristeza a dobrar.
Não sei se chore ou cante
Nem de nada neste instante.

Este medo me arrasta
E sem razões me desgasta
Não sei se me liberta
Ou se a alma  me aperta
Nesta vida reprimida 
Que passa numa corrida
Sei que não posso fugir
Nem mesmo se lhe mentir
Esta passagem da vida
Só vale quando é vivida
luíscoelho
 ***
http://luisrcoelhohotmailcom.blogspot.com/
 *

 MIMO DO BLOG

LEGALMENTE LOIRA.

 
Doutores da Alegria!!
Doutores da Alegria!!
Existem pessoas que fazem da vida uma constante alegria 
e deixam transbordar esta felicidade de viver,
transformando o ambiente hospitalar, local insalubre, 
estressante, e cheio de dores e angústias 
em um palco para encher de sorrisos um público
que muitas vezes não tem nenhum motivo para qualquer felicidade, 
essas almas revestidas de carisma e dedicação respondem pelo nome profissional de 
doutores da alegria.

doutores da alegria

doutores da alegria
Posologia:A besteirologia deve ser aplicada diariamente
até que o paciente não saiba mais como ficar triste. 
É remédio para a vida toda.
 
 

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Encantos de outros encantos
em "tarde da musica"

MEU PENSAR

Nada me ocupa mais o tempo, 
que o meu pensamento,  
  E nele, o meu pensar em ti, tem como um lugar cativo! 
É um desarmante e permanente estar em mim!
 Derramam ternuras 
os meus olhos nesse teu mau feitio,
Agreste e frio, quando te zangas comigo!
É eloquente e gostosa
Essa tua maneira de me dizer quanto sentes a minha falta!
Sabes Mar...
O Outono pariu este hábito de trazer com ele a nostalgia das ausencias,
Vestindo-me a alma de saudades e abandono!
É assim como um feitiço, sempre,
Ano após ano!
Inflige-me mil castigos, 
Enrola-me em solidão, com dias tristes!...
... Mas, neste canto onde te guardo, desfolho as memórias de ti,
Como às pétalas das flores que as tuas marés me trazem!...
Tantas..., as tuas flores!...
São sementes de vida, em mim!
Mutante!

És Mar!
És Rio!
És Natureza Viva, germinando em meu peito!
És Sol
Belo, poderoso, teimoso
Rasgas as núvens pelas rugas de seus rostos cinzentos e tristes
E sorris-me com teus olhares alegres e cheios de brilhos às cores!
À tardinha, no teu declinar, são as gaivotas, vaidosas
Cantando à desgarrada,
Valseando as melodias do marulhar das tuas ondas
Que me anunciam os recados que deixas nos murais da Serra!
Vestes-me de tranquilidade,
Mar!...

(ÀS VEZES DE DESESPERO...)

A MESMA MÃO QUE PEGOU CATIVO O MEU CORAÇÃO, E PINTOU A TELA DE MAR NA MINHA PELE, FEZ OFF NUMA LUZ NA MINHA ALMA...
VOU RECUANDO PASSOS PARA REENCONTRAR O SÍTIO DO ON, MAS A LUZ DOS MEUS OLHOS NÃO CHEGA PARA ILUMINAR AS ENCRUZILHADAS, CONTINUO PERDIDA DO CAMINHO CERTO DA SAUDADE


sexta-feira, 16 de julho de 2010


Blog  VIVER É PURA MAGIA
 
Dias próximos passados esses,
abissal mergulho em vida minha foram, 
a partir do conceito da vida viver e de como,
pessoas magoam pessoas, diante de mascarados argumentos,
embora a razão quase sempre e tão somente, 
sempre seja a ausencia do perdão, o cessar do fluxo da generosidade,
do respeito ao amor concedido em vida forma.
Aos pés de um milenar jequitibá, na floresta da tijuca,  
em dia úmido, frio, de sol ausente, sob o encanto silencioso quase,
do verde, entre as cores dos pássaros e flores, 
procuro aos elementais da natureza esta, 
entender porque o humano ser tanto a vida complica ,
a partir das coisas simples, e não percebe que a vida, 
é um mergulho profundo sim, quase abissal, mas nada eterno.................
viver é sim, pura magia!
viva la vida
Ricardo Calmom


quinta-feira, 15 de julho de 2010

SONHARES...

link 

 
No silêncio que calo...solto os gemidos
Que no meu corpo...esperaram por ti
No meu delirio...na noite...nos meus sentidos
Na vontade do teu corpo...em mim

No meu corpo adormecido...na pele despida
Suspende-se o tempo...no quarto frio
Onde estou presa em ti...perdida
Nos momentos de espera...corpo vazio

Na cama fria...o vazio dorme a meu lado
Na noite escura...madrugada de desejo
No silêncio...do meu corpo já cansado
Nos momentos de espera...só por um beijo

Nos sonhos de outrora...poisavam gemidos
Voando em caricias...da minha boca
Numa dança...de momentos vividos
Num doce deleite...de orgia louca

Queria morrer nos teus braços
Num poema de ninfa enamorada
Seguindo o rumor dos teus passos
Caminho em mim...moura encantada

Nas dores escondidas...percorro os dias
Afago as noites...nas esquinas do meu corpo
Sonho promessas...recordações...fantasias
Vem a madrugada...do sonho sobrou tão pouco

Postado por Sonhadora
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terça-feira, 13 de julho de 2010



 


Conta uma velha lenda dos índios Sioux que, uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique e uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e falaram:
- Nós nos amamos e vamos nos casar. E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho ou um talismã. Alguma coisa que garanta que possamos ficar sempre juntos. Que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até a morte. O velho sábio, ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificante. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte desta aldeia e, apenas com uma rede e tuas mãos, caçar o falcão mais vigoroso do monte e trazê-lo com vida até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha, onde encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la, trazendo-a viva.
Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada. No dia estabelecido, à tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.
O velho pediu que, com cuidado, as retirassem. Observou então que se tratava de belos exemplares. - E agora, o que faremos? - perguntou o jovem – nós as matamos e depois bebemos à honra de seu sangue ou as cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne?
- Não! - disse o feiticeiro -
Apanhem as aves e amarrem-nas entre si pelas patas, com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres... O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros...
A águia e o falcão tentaram alçar vôo, mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade de voar, as aves jogavam-se uma contra a outra, bicando-se até se machucarem. E o velho disse:
- Jamais esqueçam o que estão vendo. Este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão: se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, viverão arrastando-se e, cedo ou tarde, começarão a machucar-se mutuamente. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos. Mas nunca amarrados.


 
 SE TU SOUBESSES, MEU AMOR

Embalado nas ondas do mar,
calmo e silencioso,
em noite calma de verão,
cantei à lua,
pensando em ti:

Se tu soubesses,
como te amo!...

Se tu soubesses,
meu amor,
ah, eu não teria de te dizer:
eu seria noite,
e tu seria lua!...

Se tu soubesses
do meu amor!...

Se tu soubesses,
meu amor,

Se tu soubesses,
meu amor,
bastaria amar-te assim,
como noite à lua,
todas as noites!...

Se tu soubesses,
meu amor, minha vida!...

Se tu soubesses,
meu amor,
eu seria... o que tu quisesses,
todos os dias da minha vida:
teu eterno amor!..
 ***
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 Poeminha 

Contudo me darei inteiro
Mesmo que de mim
Reste apenas um pedaço.

E do pouco que terei

Para ofertar-te
Ter-se-á a melhor parte.

No que há de mim perdido em frangalhos

Há, enfim, precioso fragmento
Das partes imputadas em cabais momentos
Meu inteiro é tudo que preciso

Te oferto em meio a risos

pequeno estado de contentamento
Dividido em partes de improviso
O que a ti agrada plenamente!

De FLÁVIO OTÁVIO FERREIRA. 
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*
misantropia
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 Poesias da Patricia Christle

...Silêncio

Não haviam pessoas

nâo ouvi vozes
Era eu e o mar
E meu pensamento
Em ti a navegar...
O dia se fez calmo
A noite serena
Meu silêncio encanto
Desta poesia pequena
*
...de ti
Em tua ausência enlouqueci
mas aprendi a sentir saudades

Não pense que meus dias são tristes,

são felizes e posso sorrir
Fecho os olhos e aqui te percebo,
não há outro lugar que queira ir
Sei bem o teu caminho,
assim como sabes o meu...
Teu abraço meu alento
que sempre nos envolveu!
***
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http://meupseuteamo.blogspot.com/

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Uma poesia do Vieira Calado

Atenta nesta paleta de cores


estes sinais de opulência de luz breve
...símbolos que acordam a manhã dos nossos olhos

para a flor do sol
que insistem na múltipla transfiguração
das imagens que dão forma às nossas vidas;

repara no preto e no branco
como se a sinfonia dos acasos
não fosse mais que a sinfonia dos ocasos

ou no azul que desfalece
os matizes infindáveis do cinzento
que vai nos olhos, no sangue de cada um

porque é o sol magenta dos alvores matinais
que trai os sonhos da madrugada
a reflexão das cores e do entendimento.

Vê como o verde decai
em tonalidades martirizadas pelo ocre e o amarelo
sustentando a linha melódica dos barros;

Observa a cor do céu na fria latitude
dos gelos glaciares

na transparência da água dos oceânos
resolvida em anémonas e corais de luz.

Atenta no rosa dos frutos da primavera
entre as folhas a captar o sol
para a maturidade corrompida pelo granizo

onde a imagem da noite baila
no esmorecimento das cores e a sua ausência
o negro

o presente persistindo
curvado à sapiência do eterno.

Atenta nas cores
e ouve o timbre os tons da música
capazes de trazer violetas e rosas ao patamar da euforia

o clímax de cores de carmim e rosa
em púrpura desfeita virgindade
na face da menina já mulher.

Lê a tua sina em esmeraldas
e em rubis cristalizados
proscritos até ao fim do tempo

ou o ébano das noites frias envenenando
o frio diáfano de ametistas e turquesas
que resolvem a cinza em azul e oiro

e vê como tudo se encaminha para um grande abraço
num arco-íris que vincula a terra à terra
o sangue ao rubro sangue das entranhas dum vulcão
que derrama todas as cores,
os símbolos e os signos

o magma que há-de florescer nas sensações
a percepção subjectiva do real.

http://vieiracalado-poesia.blogspot.com/

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