As atitudes da águia durante o vôo podem ser aplicadas em nossa própria vida!“Deus dá força aos cansados e vigor aos fracos e desanimados. Até os jovens se cansam, até os moços perdem as forças e caem de tanto cansaço, mas os que esperam no Senhor sempre renovam suas energias. Caminham e não perdem as forças. Correm e não se cansam, sobem voando como águias”.
Meta – Saber exatamente o que se deseja alcançar
Estratégia – Definir a forma de atingir os objetivos.
Visão de longo alcance – Enxergar de longe o objetivo e os obstáculos.
Foco – Escolher exatamente um alvo.
Planejamento - Planejar o modo de chegar ao seu objetivo.
Preparação – Estar apto para a ação.
Concentração – Não se dispersar no momento de agir.
Paciência – Aguardar a hora certa.
Senso de oportunidade – Perceber o momento certo.
Agilidade – Agir com desembaraço, leveza e vivacidade.
Velocidade – Movimentar se com rapidez.
Preparo físico – Manter se em boa forma.
Força – Ter energia para enfrentar os momentos decisivos.
Técnica – Ter capacidade de atingir o objetivo com precisão.
Confiança – Acreditar em sua capacidade.
Determinação – Tentar de novo, caso a investida não dê certo.
Fator surpresa – Surpreender o alvo.
Ousadia – Aventurar se, sem medo de se expor.
Segurança – Viver e trabalhar de forma segura.
Responsabilidade – Cuidar da prole até que cada um saiba voar e se manter.
Nós temos muito dos atributos das águias.
Tenho certeza de que a lista acima nos permite vislumbrar a possibilidade de fazer vôos maiores do que temos feitos em nossa vida.
Se estivermos sintonizados com o entusiasmo e com a energia criadora, nós temos o poder de superar qualquer obstáculo para atingir o nosso ideal de vida. Fonte: O livro Voando como a Águia: Prof. Gretz
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Estimados e queridos amigos, hoje trago-vos aqui um poema que correu mundo, diz-se que o autor é português, mas não consegui confirmar, pelo que aqui fica registado como sendo desconhecido. O que parece ser certo é que correu mundo, numa campanha televisiva, contra a violência sobre crianças, não tendo passado em Portugal, vamos lá a saber porquê!
Segundo Mariana Perosi, da Univerisdade Estadual de Campinas, a violência contra crianças acontece nos mais variados estratos sociais, as agressões sofridas, sejam de ordem moral, física ou sexual, acontecem transversalmente em toda a sociedade e nos ambientes mais diversos, desde acções de "disciplina" de escolas ou instituições de acolhimento,prespassando a família, assédio moral (intimidação e discriminação por parte dos próprios colegas e até professores), abusos em casa, de ordem física, psíquica e/ou sexual. As conseqüências na formação e na vida futura dessas crianças, a perda de autoestima, falta de perspectivas e traumas profundos, são objecto de muitas pesquisas e trabalhos académicos.
Todas essas atitudes desumanas fazem parte do quotidiano de milhões de crianças, sejam elas ricas ou pobres. "O que se verifica é que, frequentemente, se associa pobreza e maus tratos, atribuindo à condição de baixa renda acções de negligência e violência. Na realidade, famílias pobres encontram-se mais vulneráveis à denuncia, o que não significa que casos de maus-tratos sejam exclusivos desse estrato social; a questão é que, em famílias de classe média e alta é ocultado". Para a pesquisadora Zélia Maria Mendes Biasoli Alves, do Departamento de Psicologia e Educação da USP de Ribeirão Preto, em qualquer classe social a vergonha e o medo, tanto das crianças como de seus pais - no caso de o agressor ser um conjuge, parente, empregador, policial ou um líder comunitário - são fatores que ajudam a camuflar o problema."
É um flagelo do qual também fui vítima em criança, sei bem o que é sentir essa violência,o sofrimento psicológico que aínda me acompanha, quando me lembro desses momentos de terror, infligidos por quem me deveria amar. O sentimento de revolta sempre que surgem notícias de crianças vítimas da crueldade dos adultos, familiares ou não.
Por tudo isso, e para despertar consciências aqui passo este vídeo e este poema com um apelo, denuncie os abusadores sempre que tenha conhecimento de crianças mal tratadas, vítimas de violência física, psíquica , sexual ou outra. Não fique calado, não seja cumplice de um silêncio consentido.
O meu nome é ''Sara'' Tenho 3 anos Os meus olhos estão inchados, Não consigo ver. Eu devo ser estúpida, Eu devo ser má, O que mais poderia pôr o meu pai em tal estado? Eu gostaria de ser melhor, Gostaria de ser menos feia. Então, talvez a minha mãe me viesse sempre dar miminhos. Eu não posso falar, Eu não posso fazer asneiras, Senão fico trancada todo o dia. Quando eu acordo estou sozinha, A casa está escura, Os meus pais não estão em casa. Quando a minha mãe chega, Eu tento ser amável, Senão eu talvez levaria Uma chicotada à noite. Não faças barulho! Acabo de ouvir um carro, O meu pai chega do bar do Carlos. Ouço-o dizer palavrões. Ele chama-me. Eu aperto-me contra o muro. Tento-me esconder dos seus olhos demoníacos. Tenho tanto medo agora, Começo a chorar. Ele encontra-me a chorar, Ele atira-me com palavras más, Ele diz que a culpa é minha, que ele sofra no trabalho. Ele esbofeteia-me e bate-me, E berra comigo ainda mais, Eu liberto-me finalmente e corro até à porta. Ele já a trancou. Eu enrolo-me toda em bola, Ele agarra em mim e lança-me contra o muro. Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos, E o meu dia continua com horríveis palavras... 'Eu lamento muito!', eu grito Mas já é tarde de mais O seu rosto tornou-se num ódio inimaginável. O mal e as feridas mais e mais, 'Meu Deus por favor, tenha piedade! Faz com que isto acabe por favor!' E finalmente ele pára, e vai para a porta, Enquanto eu fico deitada, Imóvel no chão. O meu nome é 'Sara' Tenho 3 anos, Esta noite o meu pai *matou-me*.
Publicada por Saozita NO BLOG- NO LIVRO DA VIDA http://pralemdafachada.blogspot.com/
♥♥♥
Nota,
aqui deixo meu repudio
e desprezo por toda agressão feita
a crianças jovens adultos ou idosos.
Seja ela física, moral ou psicológica.
Lembro ainda que toda semente plantada,
seja boa ou má, dará frutos em sua época,
conforme sua espécie.
abraços Valquiria Calado.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Merdock era um cão singular
e deu origem, em Faro, a uma extraordinária
manifestação de solidariedade que culminou na sua libertação.
Aqui se relembramos factos e as personagens envolvidas.
Diziam uns moços que às vezes apareciam junto ao Liceu, que o Merdock era seu conterrâneo. Segundo eles, o cachorro teria sido nascido e criado nas Campinas, filho de mãe perdigueira e pai incógnito, provavelmente rafeiro – a avaliar pelas características físicas que o filho patenteava.
Foi a progenitora quem lhe ministrou a instrução primária, as primeiras letras, por assim dizer. Extremosa mãe, como todas as mães, ensinou-o a coçar-se e a ganir, a estar sempre atento e a esquivar-se, a ronar e a latir (mais tarde, a ladrar, mas só quando fosse necessário…) e a caçar.
A tenra infância do canito foi igual à de tantos outros – sem grandes sobressaltos, nem grandes mistérios. Apenas o que a Mãe Natureza vai trazendo todos os dias, aos jovens. Conheceu os animais domésticos e os répteis, aprendeu a distinguir os insectos inócuos, dos irritantes, maçadores, e invejou os pássaros. Várias tentativas fez para alcançá-los, procurando erguer-se nos ares, até ao céu que não entendia bem, tanto alegre e fagueiro, quanto brumoso e triste.
Ainda muito novo, se viu confrontado com a fatalidade da despedida, apercebendo-se de que todos os irmãos tinham partido para outros lugares, outras vidas, outras lides.
E ficou só, com a mãe. Não percebeu porquê, mas – aventamos nós –, talvez o camponês seu patrão, desde logo tivesse visto nele o melhor sucessor para a cadela, já a caminho da irredutível velhice.
Um dia, já crescidote, aventurou-se por uma estrada por onde via seguirem carros de besta, gente montada em mulas ou burros, ou a pé, e que sempre reapareciam pelo mesmo caminho poeirento e cheio de pedras, algum tempo depois. Onde iam? E o que é que lá iam buscar, ou fazer?
Andou um bom bocado, até ver desaparecer o monte onde nascera. E embora com algum temor pelo singular percurso, que lhe trazia curiosas mudanças ao habitual dos dias, continuou a sua caminhada. Não sabia por onde ia, muito menos para onde ia. Mas havia qualquer coisa secreta que o fazia avançar, à descoberta de não sabia quê.
O fim de muito caminhar, chegou às portas da cidade.
.
Chegara à cidade, quase sem o saber, apenas na ânsia de desvendar um caminho novo, por onde nunca fora; e com que nunca ao menos ousara sonhar. Entrara no desconhecido. E pensou, de tudo quanto via, que talvez aí viesse a ter uma vida mais desenfastiante do que a que sabia lhe estar destinada, no monte onde nascera. A velha mãe mostrava-se cansada, seria ele a tomar o seu lugar, quando ela não prestasse para nada.
Não é que se sentisse subalternizado, ou menosprezado. Sentia-lhe ainda o mesmo afecto, de quando o despertara as primeiras realidades da vida. Mas antevia um futuro igual ao dela, sem mistério e sem glória, sempre igual, pelos dias e pelas noites.
A única coisa que sempre o transcendia em alegria e emoção, eram os dias caça. Aí sentia a plenitude da existência, uma razão forte para a vida, um inexcedível júbilo.
Mas, infelizmente, esses dias de euforia e alvoroço eram poucos, cada vez mais raros, à medida que o patrão, ele próprio, caminhava também, como a mãe, para a decrepitude.
Por isso se aventurara a ver se via como seriam outros lugares e outras gentes, porventura outras balbúrdias ainda mais avassaladoras do que os dias de caça, com a mãe e o dono, por montes e vales.
No entanto, às portas da cidade, pensou que não teria condições para ficar por ali. De resto, não conhecia ninguém e, na verdade, dos que por ali andavam, nenhum lhe prestou a mínima atenção.
Ia voltar para trás, pelo mesmo caminho por onde viera, quando, de repente, começou a ouvir qualquer coisa, uns sons que nunca tinha ouvido, vindos duma rua lateral. Instintivamente dobrou a esquina e deu com um rapaz a esfregar os beiços por uma espécie de tubo, donde pareciam sair aqueles sons. Sentiu-se maravilhado. Tudo quanto até ali ouvira, eram os assobios do vento, o estrepitar das águas pela levada que vinha do tanque, o rumorejar das árvores, o cacarejar monótono das galinhas ou de algum pintassilgo trinando no silvedo, ou nas romãzeiras.
O rapaz tocava uma música dolente, eivada de entoações profundas, com requebros de emoção e afecto. Era um fado do Carlos Ramos, muito em voga, nesses tempos:
...Não venhas tarde...diz-me ela com carinho…
Sentiu-se quase entristecer, o coração a bater de emoção. Mas também sentia os olhos a se revigorarem de alvoroço e agitação. Como era diferente, a vida, naqueles lugares!
Foi então que o rapaz se pôs a soprar uns sons muito diferentes, joviais, prazenteiros, que lhe davam vontade de os repetir com ele, e com ele comungar da mesma alegria.
...Cantiga da rua ...nem minha nem tua ...não é de ninguém…
As dúvidas dissiparam-se-lhe.
Talvez assim, pudesse alcançar os pássaros e voar com eles, pelos céus.
Um dia destes foi-me proposto o desafio: entrevistar Fernando Pessoa. Não mais do que 25 linhas. "Entrevista a Fernando Pessoa Anos 30 do século passado. Ao fim de dois dias a trabalhar no jornal, foi-lhe destinado entrevistar Fernando Pessoa. O pouco que lera dele (que não gostara) não augurava qualquer entrevista interessante. Agastado e sem a mínima vontade de se encontrar com ele, não teve outra alternativa se não tentar formalizar a entrevista. Encontrou-o à saída da Ginginha, no Rossio, eram 21h30m. - Boa noite Sr. Fernando Pessoa, posso entrevistá-lo? - Depende. - É o meu trabalho e mandaram-me entrevistá-lo para o Jornal que sai às terceiras quintas feiras na zona do Estoril. - E preparaste as perguntas, rapaz? - Não. Não preparei. - Queres que te diga porque o poeta é um fingidor? - Não. Todos nós sabemos isso. - Que te fale da minha infância? Da minha vida como tradutor de correspondência comercial? - Não, Sr. Fernando Pessoa. Quero só que me responda porque é que a Poesia se opõe à própria Poesia? - Para isso, rapaz, terás que me ler – no futuro – com afinco e obterás a resposta. Como já cá não estarei e tu tens que entregar esta entrevista no jornal, limita-te a dizer :hoje, Fernando Pessoa, não estava com vontade de responder a perguntas."
josé Vieira Calado; Parabenizamos ao Amigo querido por este dia, especial e esperado por tantos que desejam iniciar-se na ciência da astronomia; Hoje dia 29, 07, 2010 em Lagos, Portugal, lançamento de mais umas das suas obras; Seja um dia de alegria e sucesso! Aguardamos os que estão no forno ainda em projetos, sabemos da dedicação e empenho deste valoroso escritor, Que Deus o abençoi com saúde e inspiração pra brilhar mais e mais. Um forte abraço das amigas Valquíria e Valéria.
Hoje acordei assim
Leve linda e livre
Querendo enfrentar a vida
E meus sonhos renovar
.
E serei asa
E grão
E rio também
Serei o verde dos campos
E flor ainda em botão
Serei árvore
Serei sombra
E fruto sabendo a pão
Serei chama
E também vento
Serei a luz do luar
Serei chuva
E depois água
Serei barco
Serei vela
Serei guerra
Até encontrar a paz.
Emanas beleza, és tesouro
Pura felicidade solta no ar
Cruzando horizontes infinitos
Sem pai, sem mãe, livre
Não pensa, não agride
Trás nas penas a pureza da vida
Nos olhos, os sonhos da humanidade
Não pertence ao homem
Repousa sobre as asas da liberdade
Sem culpa, sem medo, sois de fato
Despida, leve, misteriosa
Viaja pelos céus, sem pressa de chegar
Distante da necessidade de teorias
Filosofia de vida
Gaivota apenas, unicamente gaivota
Fruto da criação perfeita
Que advém a natureza e celebra o nascimento
Que liberta, torna importante
Encanta, seduz
Sobrevoa o recanto dos poetas eternos
Não desejo ter-te
Quero-te presente, presente nos céus
Nas proximidades do mar
Encantando os meus ouvidos
Alegrando os meus olhos
Devolvendo a esperança
Tornando notável a presença de um superior
E nele, o meu pensar em ti, tem como um lugar cativo!
É um desarmante e permanente estar em mim!
Derramam ternuras
os meus olhos nesse teu mau feitio,
Agreste e frio, quando te zangas comigo!
É eloquente e gostosa
Essa tua maneira de me dizer quanto sentes a minha falta!
Sabes Mar...
O Outono pariu este hábito de trazer com ele a nostalgia das ausencias,
Vestindo-me a alma de saudades e abandono!
É assim como um feitiço, sempre,
Ano após ano!
Inflige-me mil castigos,
Enrola-me em solidão, com dias tristes!...
... Mas, neste canto onde te guardo, desfolho as memórias de ti,
Como às pétalas das flores que as tuas marés me trazem!...
Tantas..., as tuas flores!...
São sementes de vida, em mim!
Mutante!
És Mar!
És Rio!
És Natureza Viva, germinando em meu peito!
És Sol
Belo, poderoso, teimoso
Rasgas as núvens pelas rugas de seus rostos cinzentos e tristes
E sorris-me com teus olhares alegres e cheios de brilhos às cores!
À tardinha, no teu declinar, são as gaivotas, vaidosas
Cantando à desgarrada,
Valseando as melodias do marulhar das tuas ondas
Que me anunciam os recados que deixas nos murais da Serra!
Vestes-me de tranquilidade,
Mar!...
(ÀS VEZES DE DESESPERO...)
A MESMA MÃO QUE PEGOU CATIVO O MEU CORAÇÃO, E PINTOU A TELA DE MAR NA MINHA PELE, FEZ OFF NUMA LUZ NA MINHA ALMA...
VOU RECUANDO PASSOS PARA REENCONTRAR O SÍTIO DO ON, MAS A LUZ DOS MEUS OLHOS NÃO CHEGA PARA ILUMINAR AS ENCRUZILHADAS, CONTINUO PERDIDA DO CAMINHO CERTO DA SAUDADE